«I seen another world. Sometimes I think it was just my imagination.»
«A Barreira Invisível» retrata de forma emocional a tomada em pleno Pacífico, pelos americanos, da ilha de Guadalcanal em 1942. É um filme diferente, que se recusa a mostrar heróis de guerra tal qual estamos habituados a ver, optando por nos dar a faceta humana com os seus receios, angústias, alegria e sofrimento.
Há neste filme uma espectacular conjunção entre os barulhos da guerra, o fervor do poder, o cinismo das hierarquias militares, a tranquilidade impressionante das belas paisagens tropicais, o colorido da fauna e a pureza dos nativos. Acresce-lhe uma espécie de luta entre o sagrado e o profano. Sem nunca se perder a noção do real, com espectaculares cenas de guerra, há uma atmosfera celestial em que os murmúrios da mente nos vão revelando aquilo que não pode gritar-se. Os dramas dos mutilados, a alienação provocada pelos medos, o que se sente ou deixa de sentir são de uma crueza perturbante.
Baseado no livro de James Jones, o argumento - de uma inquestionável riqueza - é do próprio Terrence Malic e no vasto elenco de actores constam nomes como Sean Penn, Nick Nolte, Woody Harrelson, John Cusack, Elias Koteas, Jared Leto, John Savage, John C. Reilly, John Travolta e George Clooney. Estes dois últimos têm pequenas participações como figurões, altas patentes militares, longe da guerra. Não é assim também na realidade?
«A Barreira Invisível» transmite-nos o drama dos militares na 2ªGuerra Mundial, muitos deles morrendo cobertos de glória, deixando no entanto um rasto de dor e saudade em troca de uma simples memória. Porquê? Pela ânsia de poder que invade o homem.
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