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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Drive - Risco Duplo





Um actor, uma banda sonora, uma realização, um filme de culto

«Drive», do dinamarquês Nicolas Winding Refn, é um exercício de estilo fantástico, é um hino ao lirismo visual, é nostalgia do início ao fim. «Drive» tem uma das mais fantásticas bandas sonoras dos últimos tempos no cinema americano, tem planos aéreos sobre Los Angeles, perseguições nas suas ruas míticas, tem amor, sacrifício, sensibilidade, violência, lealdade, traição, paixão e morte.
«Drive – Risco Duplo» tem ainda um Ryan Gosling absolutamente fenomenal. Ele é a imagem do anti-herói, do ser humano desenraizado da sociedade que o ladeia, é o homem mais sensível e o mais duro, é uma espécie de cow-boy solitário que conduz como ninguém uma máquina de muitos cavalos, é o lutador silencioso.
Porque a vida nem sempre é como a queremos viver e é possível o sacrifício por amor, porque o rosto sereno e aparentemente tranquilo de um homem pode esconder o âmago mais inquieto e as aparências iludem, porque a vida tem que ser vivida ainda que estranhemos os labirintos para que ela nos empurra e perante esse fatalismo a redenção pode significar perda e sofrimento vale a pena ver este filme.
E sobre «Drive» não lerão nem mais uma palavra escrita por mim. A não ser confirmar que o cinema é arte e uma máquina de fabricar emoções absolutamente fantástica e arrebatadora.

«Drive», de Nicolas Winding Refn, com Ryan Gosling e Carey Mulligan