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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Paixão 1


[Man with a Newspaper (Chevalier X), 1911 - 1914 : André Derain]






Esta manhã um jornal desportivo espanhol titula que ‘o futebol atraiçoou o Barcelona’. Eu não vi o Chelsea – Barcelona mas constou-me que a superioridade dos catalães foi arrasadora. No entanto, estou em total desacordo com o jornalista responsável pela frase que transcrevo. Porque se houve coisa que ontem aconteceu em Londres foi futebol. Até porque o futebol é uma das maiores paixões do homem. E por muito apaixonado que o homem esteja, por melhor que seja o momento dessa paixão, se a espaços existir no jogo um travo de amargura nada saberá melhor que o regresso às vitórias.  


Paixão 2


[Summer Interior, 1909 - Edward Hopper]


Ainda assim, o adepto de futebol dificilmente se conforma com a derrota do seu clube sobretudo se este tiver merecido a vitória. Provavelmente terá a mesma sensação que aquele homem que acabou de perder a mulher amada. Que lhe importa a ele se nos apressarmos a tentar animá-lo dizendo-lhe que o amor tem destas coisas, que há mais mulheres no mundo, blá, blá?... Nada, rigorosamente nada, aquela derrota já ninguém lha tira.



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vermelho esbatido...

[A modelo Anna Friel]




...em vez de vermelho vivo.




A apatia começava a apoderar-se da equipa, nas bancadas muitos roíam as unhas, o ambiente no estádio já conhecera melhores momentos. O Benfica esteve a ganhar por quatro a zero ao Lyon e ganhava agora por apenas quatro a dois. A bola está junto à bandeirola de canto e o Benfica ganha um livre no seu ataque. Faltam um par de minutos para acabar o jogo. Como tinha sido derrotado em Lyon por dois a zero era importante que o Benfica tentasse o quinto golo para ficar em vantagem em caso de igualdade pontual com os franceses na classificação final do grupo. E aos 93 minutos de jogo não tinha nada a perder com o resultado que então se verificava. Entretanto, perante a estupefacção geral, o Benfica abdica de atacar, procura perder tempo junto ao vértice do campo mas perde a bola e sofre mais um golo. Ao meu lado, um miúdo de pouco mais de quinze anos leva as mãos à cabeça, por detrás de mim alguém grita impropérios ao árbitro, os benfiquistas engolem em seco, mas, por uma vez, o destino foi justo. Cada um obtém aquilo que procura. E Jorge Jesus viu premiada a sua falta de coragem ao não tomar aquela que até era a única atitude possível perante as circunstâncias dos dois jogos. Nos habituais empurrões à saída do estádio reina o silêncio, o passo é apressado, o dia seguinte é de trabalho e já poucos lembram os quatro golos marcados. Moral da história, ganhámos mas não nos sentimos felizes. E quando as vitórias têm um sabor amargo...